Quando se fala de Jornada nas Estrelas vêm sempre à mente os filmes feitos para cinema desde 1979. Infelizmente as emissoras de TV aberta nunca deram muita atenção às séries de TV desse universo. Lembro-me que a ultima série a ser exibida foi a quinta temporada da Nova Geração na Record na década de 90 fora uma ou duas temporadas de Deep Space Nine.

Acho que isso se deve ao pouco interesse do público. Com a chegada da nova geração de expectadores ávidos por mais ação e menos história, o universo criado nos longínquos anos 60 onde se retratava uma raça humana que deixara de lado valores como dinheiro, orgulho nacional, racismo, egoísmo, enfim, pacífica, não fazia muito o gosto do público que passara os anos 80 vendo personagens como Conan, Rambo e Exterminadores vindos do futuro, tudo o que era contrário à filosofia de Star Trek.

Em resultado a série para cinema encarava baixas bilheterias. Mas mesmo assim é uma das franquias mais longevas da sétima arte, hoje conta com 11 filmes com sua ultima produção lançada semana passada. Depois de Nêmesis que nem levava o nome Star Trek no titulo pouca gente achava que veria a Interprise novamente nas telonas.

Mas ‘o futuro sempre se movendo esta’, como disse Mestre Yoda, e eis que J.J. Abrams (Lost, Missão: Impossível III) se interessa pela série e decide produzir e dirigir um filme. Seguindo a tendência atual escolheu fazer um reboot e trabalhar com os personagens clássicos. Nem precisa dizer que muita gente torceu o nariz pra essa estratégia, ainda mais depois que J.J. e os roteiristas afirmaram que nunca foram fãs da série.

Mas vamos ao que interessa. Esqueçam os outros filmes! Eles nunca aconteceram. Humberto Orci, o roteirista, literalmente rebutou todo o universo de Star Trek e não fez isso de uma maneira que insultasse nossa inteligência foi convincente e bem amarrada. Tudo o que a molecada gosta num filme esta lá: cenas de ação vertiginosas, efeitos especiais de cair o queixo, e bastante movimento, o filme não para em momento algum. Mas a velharada, na qual eu me incluo, não foi esquecida, temos personagens bem trabalhados e com mudanças sutis em relação as suas contrapartes anteriores. Vemos um Spock (fabulosa escolha de Zachary Quinto. Ele É o Spock!!!) em conflito com suas metades vulcana e humana assim como um rebelde e mulherengo James Kirk. McCoy continua o mesmo ranzinza de sempre (a discussão dele com Spock te faz lembrar dos “pegas” entre eles no seriado) o que senti mais alterações foi no escocês Scoth, chefe da engenharia, ele foi o alívio cômico da história rendendo boas risadas. Sulu e Chekov e Uhura também estão lá muito bem representados. No filme há muitas referências que irão agradar os fãs mais antigos de Star Trek, me lembrei de várias passagens dos outros filmes. Confesso que senti falta dos Klingons, com certeza estarão presentes nas continuações.

Na história uma nave desconhecida emerge de uma tempestade elétrica e dá de cara com a USS Kelvin nave em que o pai de Kirk serve. A partir daí somos apresentados aos “novos” personagens, como se encontram, se conhecem e se juntam como a tripulação da, recém saída do estaleiro, Interprise.

A já vista no trailer participação de Leonard Nimoy, o Spock original, não se resume a uma rápida cena, ele realmente participa de trama e age para a formação da tripulação da nave. O vilão, o romulano Nero, é um animal consumido pela paixão que só tem um objetivo na vida, vingança. Lembrei-me de Khan em Star Trek 2, só que esse aqui está muito mais psicótico.

Assisti a versão dublada, vou ter que conferir o áudio original no DVD, Guilherme Briggs, o diretor de dublagem, fez, como sempre, um bom trabalho. Ele mesmo dublou o jovem Spock, o que fez com que uns dois ou três fãs de Heroes reclamasse. Minha única ressalva é a dublagem de Chekov, um sotaque russo arrastado e por vezes irritante, mas no resto foi um bom trabalho de dublagem.

O reboot da série abriu um leque infinito de possibilidades. Novas histórias podem ser mostradas bem como clássicos podem ser recontados. Ao sair da sala de cinema, pensando nisso, um grito ecoou em minha mente delirante: KHANNNNNNN!!!!!!

Bem, ao final do filme você sente aquela satisfação de ter assistido a um bom filme, coisa que não aconteceu com Wolverine. Já foi confirmada pelo menos mais uma continuação, mas com certeza outras virão. Pois que venham e mantenha esse rico universo vivo por gerações.














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X-Men Origens: Wolverine



Olá a todos!!

Assisti ao filme do Wolverine nesta ultima Quarta-Feira. Não esperava grande coisa do filme, não por que havia lido a respeito da produção e sobre as mudanças da história com relação à HQ, mas por que as pessoas envolvidas no projeto não passavam credibilidade.

Por isso, até que me diverti com o filme, no meu conceito, ele esta no mesmo nível do filme do Godzilla de 1997. Um filme para perder umas horas numa tarde preguiçosa de Sábado quando vc não quer ver XV de Piracicaba e Noroeste na TV ou os intragáveis programas de auditório (é, não tenho TV paga =[ ). Pensar que iriam fazer uma produção caprichada num filme descaradamente caça-níqueis como esse é, no mínimo, muita ingênuidade da pessoa.

Acho que o grande nível de insatisfação por alguma adaptação do que quer que seja, livro, série, quadrinhos etc. É proporcional ao nivel de espectativa que se cria em torno de uma produção. Muita gente esperava que esse filme fosse uma obra de arte sobre o mutante canadense mais famoso dos quadrinhos. Ou, pelo menos, contasse uma boa história. O fato é que temos muito mais adaptações ruins do que boas. Das boas podemos citar X-men, nos quadrinhos e a trilogia Senhos dos Anés na literatura. Se for listar as ruins firariamos aqui dias inteiros, mas só pra constar, Constantine (morra Keanu Reeves!!!), Liga da Justiça, Quarteto Fantástico, Batman e Robin (queime no inferno Shumaker!!!) só pra ficar nos quadrinhos.

Não estou propondo que o fã de determinado personagem, livro ou série evite assistir a essas adaptações. Proponho que não se entregue ao hype causado pelo marketing agressivo dos estúdios e procure se manter sóbrio quanto as espectativas sobre o filme. Talvez assim o fã possa se divertir com a proposta da película e não saia lamentando o dinheiro gasto. Pelo menos você saiu de casa e viu gente de verdade fazendo coisas de verdade. =)

Logan é um dos personagens mais carismáticos do mundo das HQ's e, ao mesmo tempo, mais cascudo de se adaptar às várias faixas etárias de fãs do personagem. O estúdio produz um filme não para satisfazer um nicho de consumidores de quadrinhos que teriam um orgásmo a cada infeliz estripado pelo Wolverine e sim para ganhar dinheiro e, pra isso, tem que atingir o maior número de fãs e não-fãs possível e é nessa hora que geralmente dá merda. O personagem tem capacidades animais, não só físicas como psicológicas, tem garras de um metal indestrutível (para se ter uma idéia, um outro personagem da Marvel, o robô Ultron, tem seu corpo feito de Adamantium. Certa vez, numa luta contra o Tocha Humana do Quarteto, ele afirmou que nem o núcleo da estrela mais poderosada galáxia seria capaz de derreter seu corpo) e é virtulmente indestrutível devido ao seu fator de cura mutante. É literalmente um abacaxi e tanto para os produtores.

Confesso que saí da sessão de cinema confuso. Não sabia se aceitava que havia me divertido embora o filme estivesse aquém da necessidade de ser um filme bom ou se odiaria o filme até fundo de minhas entranhas como faria, com certeza, se ainda fosse o fanboy retardado de uns quinze anos atráz. Por fim aceitei o fato de que as cinco pratas que gastei pra ver o filme não vão fazer falta e o filme me deu o que precisava, entretenimento barato por uma hora e meia.

No dia seguinte após assistir ao filme caiu nas minhas mãos o game X-men Origens: Wolverine. O jogo é o que o filme deveria ter sido! Membros decepados, cabeças arrancadas, litros e litros de sange para tudo que é lado, inimigos com armas brancas (facões) muito mais cruéis do que as espadas do Dead Pool. Após me deliciar quase que o dia todo com toda essa carnificina percebi que a estratégia era segmentar o pesornagem. O Logan bobinho, que não arranca sange de inguém, faz cara de mau e usa as poderosas garras pra ficar cortando portas e carros em movimento seria usado no filme para pegar uma censura PG-13, a mais odiada pelos nerds, e assim, abranger o máximo de espectadores possivel, afinal um filme custa caro. O outro, o Wolverine que faz juz à alcunha que adotou, que pula em cima dos inimigos com as garras a mostra, não importando o tamanho da criatura, que arranca as pernas do infeliz ou então crava o cabra numa estaca que esteja sobrando no chão, enfim, o verdadeiro Wolverine, foi usado no video game, creio eu, para agradar os fãs que sentiram falta de ver a arma mais letal já criada pelo homem fazendo o que ela faz de melhor.

Não pensem que estou defendendo o filme, longe disso! O filme está longe de ser uma obra ceitável para os fãs dos quadrinhos do herói. É até difícil colocá-lo no mesmo patamar de X-Men 3. O roterio é mais furado do que minhas meias. Pra explicar isso segue alguns spoilers
logo abaixo (leiam por sua conta e risco - selecione o texto com o mouse pra poder ler):

- Como Dead Poll dobra os cotovelos quando tem aquelas espadas recolhidas?

- Logan tem dois buracos de bala no meio da testa.

- Gambit esta alí só pra satisfazer a gurizada dos anos 90 que gostava do personagem (que fim levou ele nos quadrinhos?).

- Balas de Adamantium. BALAS DE ADAMANTIUM!!!! AAAHHHHHHHHH!

- E o pior de tudo, Logan sabe quando alguém esta morto porque a pessoa CHEIRA COMO MORTO. Como é que ele não percebeu que Keila não estava morta? Só porque ela tomou uma substância para parecer como tal? Pra mim essa é tão forçada quanto as espadas do Dead pool.

Mas, como disse antes, é uma boa sessão da tarde. Deixe seu cérebro na entrada do cinema e divirta-se. Se puder.

* * *

Abaixo seguem alguns screenshots do jogo e a opinião pessoal do personagem sobre o filme.









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Ladies and Gentlemen, Pink Floyd





Enjoy.

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GAME TRAILERS DA SEMANA




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TRANDORMERS 2 - TRAILER HD





Perdi de assistir o primeiro no cinema mas esse faço questão de não perder!!!!


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TÔ NA ÁREA!!!!

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Depois de muito tempo estou de volta para dar a notícia que todos aguardavam.

Na ultima Segunda-Feira dia 2 de Fevereiro às 23:48 chegou meu filho Rafael. Pesando 3,325Kg e medindo 48cm.

Não vou mentir pra vcs. Esse é o tipo de coisa que muda a vida de um homem. Passei os ultimos 36 anos me vendo como filho e agora me vejo como pai. É como se eu subisse de classe deixei de ser filho para ser um aprendiz de pai. É claro que para meu pai vou ser sempre um filho. Mas hoje sinto que posso chegar ao mesmo nivel dele.

Daqui pra frente é tudo território novo, tenho receio do que virá mas acho que a curiosidade e alegria superam em muito esse receio.

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ESCLARECIMENTO

Olá a Todos!!!

Todos perceberam que não fiz atualizações no blog semana passada. E parece que essa semana vai ser a mesma coisa.

O fato é que minha esposa, Natalia, entrou em seu oitavo mês de gestação e, por isso, ela requer um pouco mais de minha atenção. Não, a gravidez não é daquelas complicadas, esta até bem traquila. Mas ela (minha esposa) esta muito ansiosa e inquieta pois nesse final de gravidez é muito comum a mulher ter esse tipo de comportamento com a chegada da hora do parto. E eu como estou me descobrindo um pai coruja estou dando toda a atenção que posso a ela. Por isso meu tempo que gastava com o blog agora destino ao meu filho e esposa.

Não é uma despedida do blog. É que preciso me organizar de novo pra poder dar uma atenção ao blog tb. Continuem acessando que logo teremos novos posts.

Tulio Roberto

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